Agora são 600Wp instalados

29 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: ~1 minuto

Hoje a gente acordou bem cedinho e começou a cortar canos de PVC de 40mm para fazer nosso segundo suporte de painéis solares. A compa abobrinha fez o cálculo para determinar o ângulo de 20º e chegamos na seguinte medida:

Pés traseiros: 101 cm
Pés dianteiros: 62 cm
Tubo de sustentação lateral (2x): 99 cm
Tubo de sustentação superior (2x): 62 cm
Tubo de sustentação inferior (2x): 62 cm

Foram utilizados 6 conexões "T", 4 joelhos ou cotovelo (conforme a região), 10m de canos PVC de 40mm para água, uma bisnaga média de cola para tubulação PVC (qualquer marca), parafusos, porcas e roscas borboleta conforme sua disponibilidade. É importante uma serra de arco com guia de meia esquadria ou mesmo uma serra tico-tico, lixa, uma furadeira/parafusadeira e obviamente, uma pá para cavar cerca de 20cm para fixar o suporte na terra.

Na imagem abobrinha apresenta suas ferramentas de trabalho e no segundo plano os suportes devidamente instalados.


Inversor de senoidal de onda pura 3.000W

22 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: 2 minutos

O inversor é o equipamento necessário para transformar a corrente contínua (DC) da bateria de 12v em corrente alternada (AC) de 127v ou 230v. Esses equipamentos se popularizaram ao serem utilizados em veículos como barcos, motorhomes, truckfood ou carrocinha de cachorro quente e também amplamente utilizado em som automotivo. Nosso primeiro inversor foi um automotivo de onda modificada desses bem baratinhos do Mercado Livre. No rótulo diz 1.000W, mas mesmo antes de comprar eu já sabia que suportaria no máximo uns 450w. Mas tudo bem, nosso consumo é muito baixo e raramente a ventoinha de refrigeração do inversor chega a ligar.

Agora estamos com uma produção de 600W pico nos painéis e consumo de 400W no máximo, se estiver tudo ligado. Com isso o limite do inversor estava se aproximando e decidimos fazer um upgrade para um inversor senoidal de onda pura de 3.000W pico, ou seja, a potência nominal (potência de trabalho) de 1.5000w. Imagino que será bem difícil a gente conseguir ligar tantas coisas assim nesse inversor pelos próximos anos. Mas tenho certeza que esse será suficiente. Quando formos para uma casa totalmente off-grid, então sim será necessário outro inversor ou mesmo um controlador híbrido. Mas isso é assunto para daqui uns 5 ou 6 anos. Na foto, comparação entre os inversores.

Na imagem a comparação entre os dois equipamentos e uma caneta esferográfica daquela marca bem famosa para dar a ideias de proporção. O novo inversor é o dobro do tamanho do anterior e com construção mais robusta.


Sobre o controlador azulzinho

21 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: 2 minutos

Quando estamos começando nessa aventura de energia solar uma das primeiras perguntas que surgem é sobre a diferença de preços entre os equipamentos que supostamente fazem a mesma coisa. Na imagem podemos ver o famoso controlador de carga PWM azulzinho de 80 reais e um controlador Fangpusun Mppt que custa quase 12x mais. Descobrir a diferença entre PWM e MPPT custou o preço de uma bateria nova em nosso sistema.

O controladorzinho azul tem uma série de limitações que comprometeram o desempenho efetivo do sistema. É óbvio que houve uma série de erros de minha parte e pretendo elencar todos aqui, mesmo. E vou começar pela escolha do controlador de carga. Sei que muita gente utiliza e ele me parece realmente ótimo para um banco de baterias pequeno, com baterias automotivas e utilizando em algum projeto off-grid do tipo “pescaria”, onde você vai utilizar temporariamente ou quando se tem urgência em botar tudo para funcionar. No meu caso foi assim por ansiedade e pensando em fazer economia. Eu já sabia que o controlador MPPT é superior, também sabia que era necessário fazer as conexões utilizando terminais tubulares e outros erros básicos que cometi e pretendo compartilhar com as amizades logo mais.

Então o primeiro upgrade de nosso sistema foi substituir o azulzinho pelo Fang. Tecnicamente: Controlador de Carga Fangpusun 50D/100v (50 amperes, 100 volts, controle para banco de baterias em 12v e 24v).

Na imagem está sendo feita a comparação entre os equipamentos. O novo controlador de carga fixado na parede com os condutores devidamente instalados e funcionando e ao lado, a mão de Baderna James segura o equipamento anterior chamado de azulzinho. A diferença entre ambos é enorme, ficando evidente que são equipamentos distintos.


Autonomia da rede da concessionária de energia

16 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: ~1 minuto

Hoje completamos uma semana fora da rede da concessionária de energia elétrica para dois computadores, dois monitores led, uma impressora jato de tinta bem grande, uma lâmpada led de 9w, amplificador de som, carregadores de baterias, celulares e o que couber nas USB's. Eventualmente também entram um notebook da criança, máquina de costura e ventiladores. A vontade de ligar a casa inteira é muito grande, porém estamos cientes que é bem difícil fazer isso com os recursos que temos. Esse hotsite surgiu para acompanhar nossas experiências com a energia solar e a partir de agora poderemos também compartilhar os aprendizados. No apartamento eram gerados/consumidos cerca de 0.2Kw mês, porque estávamos apenas com a impressora ligada ao sistema. Hoje, dia 16 de Novembro 8h54min, acumulamos 8Kw de geração nessa primeira semana. Agora somos 100% energia solar!


Suporte utilizando canos de PVC

10 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: ~1 minuto

Curiosamente, as placas fotovoltaicas são de marcas diferentes e os furos de fixação não ficam na mesma posição. Eu fiz a marcação e furação utilizando apenas uma placa imaginando que fosse padrão para todas as marcas. Mas não é! Inclusive o tamanho, uma placa de 68cm e a outra tem 68,5cm. Pense na quantidade de problemas que a indústria poderia evitar na vida de instaladores profissionais e hobbystas. Mas está funcionando perfeitamente e é isso que interessa.

Nas imagens estão os suportes de PVC, sendo na primeira imagem durante a montagem, finalizado, mas sem as placas fotovoltaicas e na segunda imagem, o suporte devidamente instalado no gramado. Os painéis estão escandalosamente desalinhados.


Um grande upgrade no sistema!

9 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: ~1 minuto

Mudamos para uma casa e estamos muito felizes! Agora fizemos um grande upgrade no sistema e nas próximas semanas vamos compartilhar as modificações e aprendizados.

Na imagem Baderna James está segurando duas placas solares em frente ao corpo, com o rosto vermelho de sol, de braços com algumas tatuagens estão cruzados sobre os painéis e está com um sorriso contido, mas muito feliz.


Bateria Freedom F-4100 de 240Ah

9 de Novembro de 2020 - Tempo de leitura: 4 minutos

Relato pessoal de Baderna James: Na oficina mecânica da família Lisboa em Cachoeira do Sul, minha tia, meu tio e a rapaziada que trabalhava lá ficavam furiosos quando alguém largava uma bateria no chão. Era uma mecânica, não faziam a parte elétrica, mas tomavam esse cuidado que eu nunca havia entendido o direito porque. A justificativa é que a diferença de temperatura do piso ou do chão, afetará significativamente a temperatura de funcionamento da bateria e o processo de sulfatação das placas. Algumas pessoas consideram besteira, outras não. No caso do nosso sistema, prefiro confiar na sabedoria do meu finado tio. Porém, ainda não consegui montar um suporte digno para ela, ainda.

Durante todo o período que estivemos no apartamento, a única placa fotovoltaica que tínhamos ficava pendurada na parte interna de uma janela, com cerca de 75º de inclinação, virada para fachada Sul e numa área de sombra. Toda a literatura sobre energia solar não recomenda esse tipo de instalação. Aqui na região do Paraná que estamos, a recomendação é 21º voltada para o Norte e fora de qualquer área de sombra.

Essa instalação incorreta impediu que a bateria recebesse energia suficiente para dar carga para o carregamento adequado ou permitir que o equipamento funcionasse na tensão de flutuação (13.7v), muito menos, que fosse gerada uma tensão de equalização da bateria. Os equipamentos funcionavam apenas ali com aquela pequena tensão e corrente que vinha da placa, em torno de 12v, quando o recomendado seria receber uma tensão entre 15v e 18v para o controlador fazer a sua mágica.

Também tivemos outro problema no transporte durante a mudança, o que acabou acarretando o mal funcionamento da bateria. Nós fizemos todas as ligações no sistema, instalamos a placa na posição recomendada e começou a sair um cheiro muito forte da bateria. Pesquisando na internet, fóruns, grupos e youtube, considerei repor a água da bateria. O cheiro forte persistiu e agora adicionando um som estranho como se algo estivesse fervendo e os vasos da bateria estavam borbulhando.

Voltei novamente aos fóruns e descobri que infelizmente, por descuido meu, por desconhecimento e imprudência no transporte, eu estraguei a bateria. A solução encontrada foi vender a bateria de 150Ah, mais a bateria de 45Ah que eu já tinha para o reciclador e utilizar o valor para tentar abater nos custos de uma bateria nova. Confesso à vocês que foi muito, mas muito frustrante esse processo e que gerou um custo alto e inesperado. Uma dica importante é ler o manual da bateria que você está comprando, mas isso será abortando em outro texto.

Mas porque uma bateria estacionária e não uma bateria automotiva?

De fato, poderia ter colocado uma bateria automotiva nova no sistema, ou mesmo duas. Mas além de toda a situação emocional envolvida, também pudemos aproveitar uma promoção do distribuidor local e optamos por essa bateria vermelha.

A Freedom F-4100 ainda não está com o suporte para não deixá-la encostada no chão, mas pela honra e memória do querido Tio Caninha, ficará acondicionada corretamente na maior brevidade possível.

Na imagem, uma bateria de cor vermelho intenso, com uma alça de transporte bem resiste, o que indica ser um equipamento grande e pesado, com dois cabos (condutores elétricos), sendo um vermelho e outro preto, ligados respectivamente ao polo positivo e ao negativo da bateria utilizando conectores de pressão.


Atlas Solar do RS

1 de Setembro de 2020 - Tempo de leitura: ~1 minuto

O Atlas Solar do RS foi desenvolvido por acadêmicxs da UERGS e é consideravelmente mais simples que projeto criado para o estado do Paraná. Mas apresenta os dados necessários para a consulta de qualquer curiosidade.



Neste momento, a Editora Monstro dos Mares está funcionando com energia solar em 100% da sua necessidade energética — computadores, impressora, periféricos e iluminação. Neste blog compartilhamos nossos acertos, erros, referências e ideias para o nosso sistema de energia fotovoltaica off-grid como uma alternativa à precarização das relações econômicas e de dependência direta das estruturas do grande capital. Podendo ser a energia solar uma opção viável para ampliar a autonomia de pessoas e comunidades. Saiba mais